Setúbal Triathlon: Arranque de 2017!

    O Triatlo Longo de Setúbal era o primeiro grande objectivo da época 2017. Após um início bastante conturbado, apenas a partir de fevereiro pude treinar de forma consistente. Apesar de desde então seguir o plano de treino à risca, não perspectivava um óptimo desempenho num triatlo dessa distância nos primeiros dias de Abril. Participei nos duatlos de Arronches, Rio Maior e no Triatlo de Vila Real de Santo António, com prestações muito, muito fracas. No entanto foram importantes para ganhar mais ritmo, dentro de semanas de alguma carga.

    Nas últimas semanas de Março, a forma e as sensações foram melhorando de tal maneira que comecei a acreditar numa boa performance em Setúbal. Os treinos deixavam-me muito confiante num resultado de destaque e isso não se alterou até ao dia da prova.

    Tiro de partida dado e cedo consigo fugir da confusão, encaixando num pequeno grupo que liderou o segmento. Já durante a última de duas voltas, acabei por assumir a liderança do grupo, de modo a que o ritmo não baixasse. Apesar de ser o segmento mais curto (por larga margem) do Triatlo Longo, ganhar umas dezenas de segundos extra pode ser importante.

    Saí em primeiro da água, a curta distância de vários atletas desse grupo. Fiz uma transição tranquila e cedo me destaquei na 3ª posição no ciclismo. Cerca de 15 km volvidos, já na bela zona da Arrábida, parto a corrente e por sorte não vou ao chão. Tento remendar a situação, mas não encontro os elos de ligação e começo a pensar que seria obrigado a desistir. Apesar de alguma vantagem inicial, vários atletas já me estavam a ultrapassar. Então lembrei-me dos postos de apoio mecânico… corri descalço com a bicicleta pela mão até encontrar um, que por sorte estava muito próximo. Lá, com os elos encontrados e devidamente encaixados, pude retomar a “marcha”. Contas feitas, perdi mais de 11 minutos nisto e ainda algumas das mudanças da bicicleta, visto que a corrente estava mais curta. A frustração era enorme, muita coisa me passou pela cabeça, mas lembrei-me das razões pelas quais corro: gosto disto à brava! Desliguei-me do carácter competitivo da prova (vá, quase…), para mim naquela altura um top 10 ou mesmo 20 estava fora de questão, tinha ficado demasiado para trás, mas queria cruzar a meta dando o meu melhor.

    Os quilómetros foram passando, fui recuperando algumas posições, mas via as principais referências com um avanço muito considerável… nada a fazer. Pouco antes de passar novamente pela Arrábida, tive a indicação que seguia em 23º. Afinal, entrar no lote dos 20 primeiros era possível. Controlei o andamento, já a pensar na corrida.

    Largo a bicicleta, calço os ténis, tomo um gel, um pouco de água e sigo caminho com uma leveza agradável. Essa sensação continuou, por isso decidi forçar o ritmo sem medo. Afinal, os indicadores de treino apontavam para uma corrida relativamente rápida. Aos poucos, comecei a alcançar atletas sem que nenhum me conseguisse acompanhar. Vou tentando incentivar outros, já conhecidos destas andanças, e recebo também muitas palavras motivadoras, que são sempre bem vindas. Não voltei a saber em que posição me encontrava, até que viro para a meta (e que lindo corredor era!) e o speaker a anuncia. Não consegui disfarçar um sorriso, afinal, horas antes, pensava que não entraria no top 20 ou que poderia sequer continuar em prova. Fiquei francamente surpreendido com o 8º lugar!

Tempos e classificações

1900 m natação: 25’47’’ (1º);

90 km ciclismo: 2h49’34’’ (56º);

21,1 km corrida: 1h21’47’’ (6º);

Total: 4h40’12 (8º na Geral em 374 atletas à partida).

    Voltou a não ser o meu dia, embora por razões inesperadas. Como sempre, fica a aprendizagem e o treino realizado até aqui. Agora o objectivo é melhorar a minha natação, o meu ciclismo e a minha corrida, de forma a dar luta, muita luta, no próximo triatlo longo, em Caminha! Fico com grande expectativa de ver onde poderei chegar num dia em que tudo me corra bem. Como isso não aconteceu em Setúbal, terei mais uns tempos para ir treinando e alimentar esse pensamento.

Deixo aqui também os meus parabéns à organização. Percursos e paisagem bonita, boa divulgação da prova e envolvimento com os atletas. Muita gente a assistir e a apoiar! Uma primeira edição muito bem conseguida e que, com certeza, me faz querer lá voltar nos próximos anos.

Até uma próxima!

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